quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sector da pesca em Angola - (Info Angola)

PESCASApesar de Angola possuir 7 províncias no litoral, o potencial piscatório e de recursos marinhos do país está concentra a 2ª posição no que respeita à pesca, industrialização do pescado e produção de sal.
Dados estatísticos indicam que nas águas marítimas de Benguela se realiza cerca de 45% da pesca nacional; a transformação e conservação de 90% de pescado em conserva; 10% do peixe congelado; 80% do peixe seco; 80,7% da produção de sal que conta com duas fábricas de tratamento instaladas de raiz.

PESCA INDÚSTRIAL

O seu índice de capturas actuais estabilizou-se nas 30 mil toneladas/ano e uma capacidade de congelação de 2 mil toneladas/ano. A produção de sal vai nas 28 mil toneladas, enquanto que a produção de conservas de peixe paralisou em 1998.

PESCA ARTESANAL
Ela é praticada por mais de 7.300 pescadores artesanais que vivem ao longo do litoral. Em 2001, o número de embarcações controladas rondava aos 1.500 chatas e cerca 52 traineiras.
No quadro da cooperação com Portugal, o Governo de Benguela está a implementar um projecto de fomento desta actividade com custos avaliados em 4.467.417 euros.
O projecto incide nos domínios da formação, da construção de embarcações, fornecimento de material de pesca e equipamento, conservação e comercialização, beneficiando cerca de 550 pescadores.
Face a diminuição do parque de embarcações, as capturas baixaram e rondaram no último ano em cerca de 70% dos níveis anteriores, com perspectiva de aumento uma vez que decorrem grandes investimentos do sector empresarial.
Na transformação o destaque vai para a extracção de sal marinho que atingiu as 24.710 mil toneladas, das quais 5.955,1 toneladas foram iodizadas. A produção de conservas encontra-se temporariamente paralisada. No domínio da congelação e conservação apenas se processaram 846.6 toneladas.
As espécies capturadas por cerco, armação, atuneiros, caranguejo, emalhar e linha são:do essencialmente em duas: Benguela e Namíbe.
A província de Benguela ocupa
  • Sardinha; Carapau; Caranguejo; Gambas; Gambas; Camarão; Galucha; Merma; Judeu; Corvina; Rancador; Anchova; Cavala; Serra; Tainha; Colo-colo; Atum; Pungo; Cachucho; Tubarão; Pescada; Espado; Charro.
O peixe e produtos transformados pelo sector das pescas em Benguela são distribuídos por todas as províncias do País. Existem também algumas iniciativas privadas no sentido de se recuperar o mercado europeu e norte-americano, particularmente, no domínio das conservas.
 
Principais produtos do sector:
  • Peixe fresco; Peixe congelado; Peixe seco e meia cura; Conservas; Pastas; Farinha e óleo; Marisco; Sal; Embalagens metálica.
EMPRESAS POR RAMO DE ACTIVIDADE
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terça-feira, 17 de setembro de 2013

ZEE - Portuguesa

Descargas de pescado - 06/2013 - Globefish

Island Seafoods pretende construir porto de pesca na ilha de São Vicente, em Cabo Verde

A Island Seafoods deverá vir a solicitar uma licença para construir um cais de pesca para apoiar a sua actividade comercial de tratamento, congelação e exportação de pescado, na ilha de São Vicente, disse o consultor e gestor do projecto Paulo Abu-Raya.

De acordo com o jornal cabo-verdiano A Semana, essa decisão da empresa constituída em Cabo Verde de capitais maioritariamente noruegueses estava dependente apenas da aprovação do estudo de impacto ambiental, o que ocorreu na passada sexta-feira.

Abu-Raya adiantou que a empresa aguarda neste momento a finalização dos projectos de engenharia e arquitectura, que estão a ser elaborados na Noruega, para avançar com o empreendimento.

A Island Seafoods deverá iniciar a obra no último trimestre de 2013, com um prazo previsto de 18 meses, findo o qual disporá de um cais de pesca com equipamento que permite bombear o pescado directamente do barco para a fábrica, através de um sistema de vácuo, sendo possível descarregar 50 toneladas de peixe em apenas uma hora.

O futuro cais ficará na zona de Cova d’Inglesa, a 25 metros de distância do actual complexo de pesca e ocupará uma área de 20 mil metros quadrados, 11 mil dos quais em terra.

Em termos globais, a Islands Seafood vai investir 72 milhões de euros em infra-estruturas e equipamentos, com financiamento do governo norueguês, estando previsto, de acordo com Vicente Almeida, o único accionista cabo-verdiano, que no primeiro ano de laboração o volume de negócios atinja 36 milhões de euros com a exportação do pescado para os mercados europeu e norte-americano.
(macauhub, 03/06/2013)

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ACOPE - O presente da pesca do futuro

Governo e associações do sector concordam que tem existido uma maior aposta na aquacultura e que o futuro da pesca tem de passar muito por esta modalidade de produção. Porém, enquanto o Executivo destaca o crescimento da aquacultura - o último ano de que há registo foi de "recorde absoluto" de produção -, os produtores lembram que estes números são escassos e devem aumentar muito mais. A aquacultura, dizem as associações do sector, ainda é vista com desconfiança e representa apenas uma pequena parte do peixe consumido no País.
Se cada português come em média 60 kg de peixe durante um ano, significa que os dez milhões consomem 600 mil toneladas. Como as pescas em mar aberto, já parco em recursos, garantem apenas 200 mil toneladas e a aquacultura nacional menos de dez mil, significa que os dois terços que faltam para alimentar os habitantes terão de vir do exterior. Eis a equação que alicerça a aposta dos produtores aquícolas para alterar este cenário nos próximos anos. "Existe é uma série de medidas que é preciso tomar", avisa o secretário-geral da Associação Portuguesa de Aquacultores (APA), Fernando Gonçalves.
De 2011 (os valores de 2012 só vão ser revelados para o ano) chega um "recorde absoluto" em matéria de aquacultura. Depois de a produção andar anos consecutivos entre as sete a oito mil toneladas, os dados fornecidos pela Secretaria de Estado do Mar mostram que Portugal atingiu 9166 toneladas, correspondendo a mais de 58 milhões de euros.shutterstock 52746199
A produção de moluscos bivalves - ostra, amêijoa e mexilhão - reuniu a preferência dos aquicultores nacionais, ocupando 89% dos 1570 estabelecimentos. A maioria localiza--se na ria Formosa, mas a tutela alerta para a tendência de crescimento em águas salgadas e salobras em torno das principais espécies, como pregado e dourada. Em águas doces, manteve-se constante a produção de truta, com cerca de 1100 toneladas.
Mas o que para o secretário de Estado Manuel Pinto de Abreu é animador, face aos 11,4% de aumento em quantidade, relativamente a 2010, e de 23,3% na faturação, para os produtores esta evolução traduz apenas a ponta do iceberg em torno do potencial do País. "O espaço para crescer é enorme. Temos águas de excelentes condições, sobretudo, para fazer bivalves. Depois temos a proximidade aos mercados europeus e um peixe de grande qualidade", refere o dirigente da APA, organização que junta 90% dos mil produtores nacionais, com 1570 estabelecimentos licenciados. Porém, alerta, há barreiras que estão bloquear o avanço da fileira, que, assume, tem estado mergulhada numa evolução a rondar o zero.
Diz o sector que é chegada a hora do Estado pôr em prática um conjunto de medidas "essenciais" ao boom no qual os empresários acreditam. A começar pelo acesso ao licenciamento. "Um produtor que queira licenciar uma aquacultura quase que entra num calvário", lamenta Fernando Gonçalves, com base no tempo de espera, de dois a três anos, face à morosidade em torno da apreciação dos projetos.
Em cima da mesa está ainda a questão das licenças, concedidas pelo prazo de dez anos, embora existam empresas licenciadas apenas por três ou cinco anos. "São situações precárias e não há nada na legislação que garanta ao produtor que a licença vai ser renovada. No final do prazo, a exploração pode entrar em concurso público", diz o dirigente, alertando que este impasse "quase impossibilita" o acesso ao crédito ou financiamento comunitário. Uma contrariedade agravada pela ausência da publicação da portaria do seguro aquícola.
"Se a isto juntarmos a falta de um plano de área de produção, que impede os investidores de saberem onde podem instalar as unidades, encontramos a explicação para a aquacultura estar longe de ser alternativa à pesca tradicional", justifica o representante da APA, defendendo o modelo da Grécia para Portugal. "Houve um processo de desburocratização e apoio à instalação de empresas, que permitiu, em dez anos, um aumento anual de cem mil toneladas de peixe" .
Enquanto o Parlamento já aprovou uma resolução a recomendar a criação destas medidas, o secretário de Estado aponta para "melhores dias", recordando que o Fundo Europeu dos Assunto Marítimos (que poderá render 400 milhões de euros às pescas portuguesas) contempla o lançamento de "novas oportunidades", onde o governante inscreve a aquacultura.
Fonte: ACOPE com Diário de Notícias 16/09/2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Japan, US, Norway dominate world’s 100 largest seafood companies

September 11, 2013, 3:59 pm
  
Did you know that nearly half of the world’s largest 100 seafood companies are in Asia, and a quarter in Japan?
Well, that’s what we found out while compiling our report on the World’s Top 100 Largest Seafood Companies.
The companies in Japan range from seafood giants, such as Maruha Nichiro and Nippon Suisan Kaisha (Nissui), to trading conglomerates and the wholesalers based in Tsukiji market.
The US and Norway are next, in terms of number of companies on the report. Impressively, Norway, a country of just over 5 million people, has ten companies in the top 100, one behind the US, a country with a population of 313 million people.
The Norwegian companies on the list range from salmon farming groups, such as Marine Harvest and Cermaq-owned Mainstream, to traders and whitefish harvesting companies.
US firms in the World’s Top 100 Largest Seafood Companies report are very diverse in how they generate revenue.
American companies in the report range from Seattle-based fishing firms; to Midwest shrimp importers; to True World Foods, a giant sushi supply company.
That means there are 46 Japanese, US and Norwegian companies in the top 100.
For more on this 110-page document, click here.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Desenvolvimento passa pela revitalização da agro-pecuária e pescas

Eusebio de Brito, que falava na segunda sessão do Conselho de Auscultação e Concertação Social, que decorre no auditório do Instituto Médio Politécnico, referiu que estas áreas se afiguram como o garante do aumento da produtividade local e da geração de novos postos de trabalho.
De acordo com o responsável, neste contexto, a cultura do café merecerá atenção, devendo igualmente ser reforçada a produção do algodão e do palmar tendo em vista o crescimento da produção interna.
Segundo o governante, encontra-se igualmente em projecção a recuperação do sector das pescas, através da elaboração de programas para o seu relançamento sob a orientação do Ministério de tutela.
No plano industrial, acrescentou estar na forja o surgimento de dois pólos industriais em Porto Amboim e Cela, desenvolvida no corredor da bacia leiteira da Cela, na região do Waku Kungo, estendendo-se até à Kibala.
Outra prioridade do executivo assenta no comércio rural, associado à projecção de uma nova cadeia logística comercial, com o estabelecimento de novas áreas de armazenamento e conservação de produtos agro-pecuários, tutelados pelo Ministério do Comércio.
Na sua óptica, este programa irá promover o desenvolvimento socio-económico, com a comercialização de toda a produção pecuária existente na província e deste modo contribuir para a recuperação de todo o tecido social mais vulnerável e o aumento do rendimento das famílias no meio rural.
Para o exercício económico 2014, o programa de Investimentos Públicos (PIP) vai empregar um valor na ordem dos 17.381 milhões de kwanzas e contempla 69 projectos, distribuídos nas áreas da educação, saúde, energia e águas, Juventude e desportos, Ordenamento do território e habitação, Justiça e Interior, estradas secundárias e elaboração de estudos e projectos.
No encontro foram apresentados, além do PIP 2014, o Plano de Desenvolvimento provincial de Médio Prazo 2013/2017, programa agro-pecuário do Kwanza Sul, contribuições da sociedade civil sobre as conclusões e recomendações do Fórum Empresarial e Produtivo do Waku Kungo, decorrido em Maio último.
Foram ainda informados sobre o projecto da rede de transportação de energia electrica Gabela/Ebo/Kibala/Waku Kungo, do programa de combate a malaria e do projecto/plano de prevenção rodoviária.
(AngolaPress, 21/08/2013)