A Island Seafoods deverá vir a solicitar uma licença para construir um cais
de pesca para apoiar a sua actividade comercial de tratamento, congelação e
exportação de pescado, na ilha de São Vicente, disse o consultor e gestor do
projecto Paulo Abu-Raya.
De acordo com o jornal cabo-verdiano A Semana, essa decisão da empresa
constituída em Cabo Verde de capitais maioritariamente noruegueses estava
dependente apenas da aprovação do estudo de impacto ambiental, o que ocorreu na
passada sexta-feira.
Abu-Raya adiantou que a empresa aguarda neste momento a finalização dos
projectos de engenharia e arquitectura, que estão a ser elaborados na Noruega,
para avançar com o empreendimento.
A Island Seafoods deverá iniciar a obra no último trimestre de 2013, com um
prazo previsto de 18 meses, findo o qual disporá de um cais de pesca com
equipamento que permite bombear o pescado directamente do barco para a fábrica,
através de um sistema de vácuo, sendo possível descarregar 50 toneladas de peixe
em apenas uma hora.
O futuro cais ficará na zona de Cova d’Inglesa, a 25 metros de distância do
actual complexo de pesca e ocupará uma área de 20 mil metros quadrados, 11 mil
dos quais em terra.
Em termos globais, a Islands Seafood vai investir 72 milhões de euros em
infra-estruturas e equipamentos, com financiamento do governo norueguês, estando
previsto, de acordo com Vicente Almeida, o único accionista cabo-verdiano, que
no primeiro ano de laboração o volume de negócios atinja 36 milhões de euros com
a exportação do pescado para os mercados europeu e
norte-americano.
(macauhub, 03/06/2013)
terça-feira, 17 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
ACOPE - O presente da pesca do futuro
Governo e associações do sector concordam que tem existido uma maior aposta na aquacultura e que o futuro da pesca tem de passar muito por esta modalidade de produção. Porém, enquanto o Executivo destaca o crescimento da aquacultura - o último ano de que há registo foi de "recorde absoluto" de produção -, os produtores lembram que estes números são escassos e devem aumentar muito mais. A aquacultura, dizem as associações do sector, ainda é vista com desconfiança e representa apenas uma pequena parte do peixe consumido no País.
Se cada português come em média 60 kg de peixe durante um ano, significa que os dez milhões consomem 600 mil toneladas. Como as pescas em mar aberto, já parco em recursos, garantem apenas 200 mil toneladas e a aquacultura nacional menos de dez mil, significa que os dois terços que faltam para alimentar os habitantes terão de vir do exterior. Eis a equação que alicerça a aposta dos produtores aquícolas para alterar este cenário nos próximos anos. "Existe é uma série de medidas que é preciso tomar", avisa o secretário-geral da Associação Portuguesa de Aquacultores (APA), Fernando Gonçalves.
De 2011 (os valores de 2012 só vão ser revelados para o ano) chega um "recorde absoluto" em matéria de aquacultura. Depois de a produção andar anos consecutivos entre as sete a oito mil toneladas, os dados fornecidos pela Secretaria de Estado do Mar mostram que Portugal atingiu 9166 toneladas, correspondendo a mais de 58 milhões de euros.
A produção de moluscos bivalves - ostra, amêijoa e mexilhão - reuniu a preferência dos aquicultores nacionais, ocupando 89% dos 1570 estabelecimentos. A maioria localiza--se na ria Formosa, mas a tutela alerta para a tendência de crescimento em águas salgadas e salobras em torno das principais espécies, como pregado e dourada. Em águas doces, manteve-se constante a produção de truta, com cerca de 1100 toneladas.
Mas o que para o secretário de Estado Manuel Pinto de Abreu é animador, face aos 11,4% de aumento em quantidade, relativamente a 2010, e de 23,3% na faturação, para os produtores esta evolução traduz apenas a ponta do iceberg em torno do potencial do País. "O espaço para crescer é enorme. Temos águas de excelentes condições, sobretudo, para fazer bivalves. Depois temos a proximidade aos mercados europeus e um peixe de grande qualidade", refere o dirigente da APA, organização que junta 90% dos mil produtores nacionais, com 1570 estabelecimentos licenciados. Porém, alerta, há barreiras que estão bloquear o avanço da fileira, que, assume, tem estado mergulhada numa evolução a rondar o zero.
Diz o sector que é chegada a hora do Estado pôr em prática um conjunto de medidas "essenciais" ao boom no qual os empresários acreditam. A começar pelo acesso ao licenciamento. "Um produtor que queira licenciar uma aquacultura quase que entra num calvário", lamenta Fernando Gonçalves, com base no tempo de espera, de dois a três anos, face à morosidade em torno da apreciação dos projetos.
Em cima da mesa está ainda a questão das licenças, concedidas pelo prazo de dez anos, embora existam empresas licenciadas apenas por três ou cinco anos. "São situações precárias e não há nada na legislação que garanta ao produtor que a licença vai ser renovada. No final do prazo, a exploração pode entrar em concurso público", diz o dirigente, alertando que este impasse "quase impossibilita" o acesso ao crédito ou financiamento comunitário. Uma contrariedade agravada pela ausência da publicação da portaria do seguro aquícola.
"Se a isto juntarmos a falta de um plano de área de produção, que impede os investidores de saberem onde podem instalar as unidades, encontramos a explicação para a aquacultura estar longe de ser alternativa à pesca tradicional", justifica o representante da APA, defendendo o modelo da Grécia para Portugal. "Houve um processo de desburocratização e apoio à instalação de empresas, que permitiu, em dez anos, um aumento anual de cem mil toneladas de peixe" .
Enquanto o Parlamento já aprovou uma resolução a recomendar a criação destas medidas, o secretário de Estado aponta para "melhores dias", recordando que o Fundo Europeu dos Assunto Marítimos (que poderá render 400 milhões de euros às pescas portuguesas) contempla o lançamento de "novas oportunidades", onde o governante inscreve a aquacultura.
Fonte: ACOPE com Diário de Notícias 16/09/2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Japan, US, Norway dominate world’s 100 largest seafood companies
September 11, 2013, 3:59 pm
Did you know that nearly half of the world’s largest 100 seafood companies are in Asia, and a quarter in Japan?
Well, that’s what we found out while compiling our report on the World’s Top 100 Largest Seafood Companies.
The companies in Japan range from seafood giants, such as Maruha Nichiro and Nippon Suisan Kaisha (Nissui), to trading conglomerates and the wholesalers based in Tsukiji market.
The US and Norway are next, in terms of number of companies on the report. Impressively, Norway, a country of just over 5 million people, has ten companies in the top 100, one behind the US, a country with a population of 313 million people.
The Norwegian companies on the list range from salmon farming groups, such as Marine Harvest and Cermaq-owned Mainstream, to traders and whitefish harvesting companies.
US firms in the World’s Top 100 Largest Seafood Companies report are very diverse in how they generate revenue.
American companies in the report range from Seattle-based fishing firms; to Midwest shrimp importers; to True World Foods, a giant sushi supply company.
That means there are 46 Japanese, US and Norwegian companies in the top 100.
For more on this 110-page document, click here.
Well, that’s what we found out while compiling our report on the World’s Top 100 Largest Seafood Companies.
The companies in Japan range from seafood giants, such as Maruha Nichiro and Nippon Suisan Kaisha (Nissui), to trading conglomerates and the wholesalers based in Tsukiji market.
The US and Norway are next, in terms of number of companies on the report. Impressively, Norway, a country of just over 5 million people, has ten companies in the top 100, one behind the US, a country with a population of 313 million people.
The Norwegian companies on the list range from salmon farming groups, such as Marine Harvest and Cermaq-owned Mainstream, to traders and whitefish harvesting companies.
US firms in the World’s Top 100 Largest Seafood Companies report are very diverse in how they generate revenue.
American companies in the report range from Seattle-based fishing firms; to Midwest shrimp importers; to True World Foods, a giant sushi supply company.
That means there are 46 Japanese, US and Norwegian companies in the top 100.
For more on this 110-page document, click here.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Desenvolvimento passa pela revitalização da agro-pecuária e pescas
Eusebio de Brito, que falava na segunda sessão do Conselho de Auscultação e Concertação Social, que decorre no auditório do Instituto Médio Politécnico, referiu que estas áreas se afiguram como o garante do aumento da produtividade local e da geração de novos postos de trabalho.
De acordo com o responsável, neste contexto, a cultura do café merecerá atenção, devendo igualmente ser reforçada a produção do algodão e do palmar tendo em vista o crescimento da produção interna.
Segundo o governante, encontra-se igualmente em projecção a recuperação do sector das pescas, através da elaboração de programas para o seu relançamento sob a orientação do Ministério de tutela.
No plano industrial, acrescentou estar na forja o surgimento de dois pólos industriais em Porto Amboim e Cela, desenvolvida no corredor da bacia leiteira da Cela, na região do Waku Kungo, estendendo-se até à Kibala.
Outra prioridade do executivo assenta no comércio rural, associado à projecção de uma nova cadeia logística comercial, com o estabelecimento de novas áreas de armazenamento e conservação de produtos agro-pecuários, tutelados pelo Ministério do Comércio.
Na sua óptica, este programa irá promover o desenvolvimento socio-económico, com a comercialização de toda a produção pecuária existente na província e deste modo contribuir para a recuperação de todo o tecido social mais vulnerável e o aumento do rendimento das famílias no meio rural.
Para o exercício económico 2014, o programa de Investimentos Públicos (PIP) vai empregar um valor na ordem dos 17.381 milhões de kwanzas e contempla 69 projectos, distribuídos nas áreas da educação, saúde, energia e águas, Juventude e desportos, Ordenamento do território e habitação, Justiça e Interior, estradas secundárias e elaboração de estudos e projectos.
No encontro foram apresentados, além do PIP 2014, o Plano de Desenvolvimento provincial de Médio Prazo 2013/2017, programa agro-pecuário do Kwanza Sul, contribuições da sociedade civil sobre as conclusões e recomendações do Fórum Empresarial e Produtivo do Waku Kungo, decorrido em Maio último.
Foram ainda informados sobre o projecto da rede de transportação de energia electrica Gabela/Ebo/Kibala/Waku Kungo, do programa de combate a malaria e do projecto/plano de prevenção rodoviária.
(AngolaPress, 21/08/2013)
De acordo com o responsável, neste contexto, a cultura do café merecerá atenção, devendo igualmente ser reforçada a produção do algodão e do palmar tendo em vista o crescimento da produção interna.
Segundo o governante, encontra-se igualmente em projecção a recuperação do sector das pescas, através da elaboração de programas para o seu relançamento sob a orientação do Ministério de tutela.
No plano industrial, acrescentou estar na forja o surgimento de dois pólos industriais em Porto Amboim e Cela, desenvolvida no corredor da bacia leiteira da Cela, na região do Waku Kungo, estendendo-se até à Kibala.
Outra prioridade do executivo assenta no comércio rural, associado à projecção de uma nova cadeia logística comercial, com o estabelecimento de novas áreas de armazenamento e conservação de produtos agro-pecuários, tutelados pelo Ministério do Comércio.
Na sua óptica, este programa irá promover o desenvolvimento socio-económico, com a comercialização de toda a produção pecuária existente na província e deste modo contribuir para a recuperação de todo o tecido social mais vulnerável e o aumento do rendimento das famílias no meio rural.
Para o exercício económico 2014, o programa de Investimentos Públicos (PIP) vai empregar um valor na ordem dos 17.381 milhões de kwanzas e contempla 69 projectos, distribuídos nas áreas da educação, saúde, energia e águas, Juventude e desportos, Ordenamento do território e habitação, Justiça e Interior, estradas secundárias e elaboração de estudos e projectos.
No encontro foram apresentados, além do PIP 2014, o Plano de Desenvolvimento provincial de Médio Prazo 2013/2017, programa agro-pecuário do Kwanza Sul, contribuições da sociedade civil sobre as conclusões e recomendações do Fórum Empresarial e Produtivo do Waku Kungo, decorrido em Maio último.
Foram ainda informados sobre o projecto da rede de transportação de energia electrica Gabela/Ebo/Kibala/Waku Kungo, do programa de combate a malaria e do projecto/plano de prevenção rodoviária.
(AngolaPress, 21/08/2013)
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Angola e Namíbia aprofundam relacionamento no sector das pescas
Angola e Namíbia pretendem reforçar o relacionamento bilateral para responder
a alguns desafios e necessidades comuns nas áreas das pescas, produção do sal e
gestão de focas, disse quarta-feira, em Luanda, a ministra angolana das Pescas,
Vitória de Barros Neto.
Antes de um encontro com o seu congénere da Namíbia, Bernhard Esau, a ministra afirmou que a reunião serviria para avaliar as relações bilaterais, com destaque para o institucional, onde a incidência recai para a investigação pesqueira, fiscalização e formação de quadros.
Segundo Vitória de Barros Neto, Angola e a Namíbia são países vizinhos que partilham o ecossistema da corrente de Benguela, um dos mais produtivos do mundo, além de pertencerem à mesma região do continente africano e colaborarem a nível bilateral e multilateral.
Além de projectos conjuntos, tanto a nível bilateral como a nível das instituições multilaterais em que os dois países participam, a ministra angolana das Pescas adiantou que os dois países estão a estudar mecanismos que facilitem a comercialização do sal produzido nos dois territórios.
Relativamente às focas, enalteceu a experiência da Namíbia e da África do Sul na matéria, referindo ser desejo do seu pelouro aproveitar a presença do ministro namibiano em Angola para identificar soluções comuns para uma boa gestão das populações de focas dos dois países. (macauhub, 25/07/2013)
Antes de um encontro com o seu congénere da Namíbia, Bernhard Esau, a ministra afirmou que a reunião serviria para avaliar as relações bilaterais, com destaque para o institucional, onde a incidência recai para a investigação pesqueira, fiscalização e formação de quadros.
Segundo Vitória de Barros Neto, Angola e a Namíbia são países vizinhos que partilham o ecossistema da corrente de Benguela, um dos mais produtivos do mundo, além de pertencerem à mesma região do continente africano e colaborarem a nível bilateral e multilateral.
Além de projectos conjuntos, tanto a nível bilateral como a nível das instituições multilaterais em que os dois países participam, a ministra angolana das Pescas adiantou que os dois países estão a estudar mecanismos que facilitem a comercialização do sal produzido nos dois territórios.
Relativamente às focas, enalteceu a experiência da Namíbia e da África do Sul na matéria, referindo ser desejo do seu pelouro aproveitar a presença do ministro namibiano em Angola para identificar soluções comuns para uma boa gestão das populações de focas dos dois países. (macauhub, 25/07/2013)
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Cabo Verde quer rápida fixação dos limites da Plataforma Continental na sub-região
O ministro das Relações Exteriores de Cabo Verde pediu hoje aos sete países oeste-africanos que acertem, definitivamente, os limites territoriais para que o alargamento da plataforma continental, além das 200 milhas náuticas, avance rapidamente.
30-05-2013
Jorge Borges falava na abertura da VI Reunião do Comité da Ligação-Extensão da Plataforma Continental além das 200 milhas marítimas, que termina sexta-feira, e exigiu as correções da exatidão dos traçados e das coordenadas das linhas bases nacionais estabelecidas nos respetivos países.
O chefe da diplomacia cabo-verdiana defendeu que tais limites terão de ser as bases conformadas com as disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, para que a extensão se prolongue das 200 para as 350 milhas náuticas (dos 370 para os 650 quilómetros).
"Torna-se necessário acelerar esse processo legislativo em cada um dos Estados", salientou Jorge Borges ao dirigir-se aos representantes de Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Senegal, Mauritânia e Serra Leoa.
O ministro cabo-verdiano apelou a um "intercâmbio permanente" entre os técnicos dos países da sub-região, de forma a encontrar as propostas facilitadoras das decisões, "prementes para a sub-região".
Segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), a plataforma continental de um Estado costeiro inclui o solo oceânico e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, ao longo do prolongamento natural do seu território, em direção à extremidade exterior da margem continental, ou numa distância de 200 milhas náuticas.
As convenções preveem que o "mar territorial" se estende até às 12 milhas (22 quilómetros), em que o Estado possui jurisdição absoluta, seguindo-se a Zona Económica Exclusiva (ZEE), que se prolonga até às 200 milhas (370 quilómetros) e, por fim, a Plataforma Continental, até às 350 milhas (650 quilómetros).
Considerando o enorme potencial em recursos neles existentes (petróleo, gás, minérios e moléculas que podem ser utilizadas na indústria farmacêutica), um número elevado de Estados costeiros, entre eles Portugal, encontra-se empenhado em estender as suas plataformas continentais.
Muitos desses países, como Portugal, Brasil, Noruega, França, Japão, Filipinas, Gana, África do Sul, Nigéria e Seicheles, entre outros, já depositaram também a informação prévia e mesmo os respetivos projetos finais de extensão na respetiva comissão das Nações Unidas.
Cabo Verde, com base nas normas da Comissão, já conquistou mais de 700 mil quilómetros quadrados em espaços oceânicos e acredita que, se tudo correr como idealizado, poderá ampliar ainda mais as áreas marítimas sob sua jurisdição, com ganhos económicos e científicos, e ainda afirmar-se como uma importante nação marítima sub-regional e africana.
O chefe da diplomacia cabo-verdiana defendeu que tais limites terão de ser as bases conformadas com as disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, para que a extensão se prolongue das 200 para as 350 milhas náuticas (dos 370 para os 650 quilómetros).
"Torna-se necessário acelerar esse processo legislativo em cada um dos Estados", salientou Jorge Borges ao dirigir-se aos representantes de Cabo Verde, Gâmbia, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Senegal, Mauritânia e Serra Leoa.
O ministro cabo-verdiano apelou a um "intercâmbio permanente" entre os técnicos dos países da sub-região, de forma a encontrar as propostas facilitadoras das decisões, "prementes para a sub-região".
Segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), a plataforma continental de um Estado costeiro inclui o solo oceânico e o subsolo das áreas submarinas que se estendem além do seu mar territorial, ao longo do prolongamento natural do seu território, em direção à extremidade exterior da margem continental, ou numa distância de 200 milhas náuticas.
As convenções preveem que o "mar territorial" se estende até às 12 milhas (22 quilómetros), em que o Estado possui jurisdição absoluta, seguindo-se a Zona Económica Exclusiva (ZEE), que se prolonga até às 200 milhas (370 quilómetros) e, por fim, a Plataforma Continental, até às 350 milhas (650 quilómetros).
Considerando o enorme potencial em recursos neles existentes (petróleo, gás, minérios e moléculas que podem ser utilizadas na indústria farmacêutica), um número elevado de Estados costeiros, entre eles Portugal, encontra-se empenhado em estender as suas plataformas continentais.
Muitos desses países, como Portugal, Brasil, Noruega, França, Japão, Filipinas, Gana, África do Sul, Nigéria e Seicheles, entre outros, já depositaram também a informação prévia e mesmo os respetivos projetos finais de extensão na respetiva comissão das Nações Unidas.
Cabo Verde, com base nas normas da Comissão, já conquistou mais de 700 mil quilómetros quadrados em espaços oceânicos e acredita que, se tudo correr como idealizado, poderá ampliar ainda mais as áreas marítimas sob sua jurisdição, com ganhos económicos e científicos, e ainda afirmar-se como uma importante nação marítima sub-regional e africana.
JSD. - Lusa/Fi
terça-feira, 12 de março de 2013
"Semear para pescar", Grande Reportagem SIC
Há 40 anos que o peixe do mar não chega para alimentar a população mundial: quase metade do peixe que consumimos já é produzido em aquacultura. Os portugueses são os terceiros maiores consumidores de peixe do mundo, mas importamos a maior parte do peixe que consumimos. A Grande Reportagem SIC desta terça-feira mostra-lhe como se produzem hoje os peixes e mariscos de viveiro e como o país desperdiça este enorme potencial que poderia ser uma fonte de riqueza.
Video SIC - 2013/03/12
Video SIC - 2013/03/12
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Portugal
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