segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Farinha e óleo de peixe produzidos em Angola vão ser exportados para o Extremo Oriente

Farinha e óleo de peixe produzidos em Angola vão ser exportados para o Extremo Oriente

Baía Farta, Angola, 24 Nov – Quinhentas toneladas de farinha e 2500 litros de óleo de peixe seguem na próxima semana para a  Namíbia a partir do município da Baía Farta, a 25 quilómetros da cidade de Benguela, informou o representante da empresa importadora.

Adrian Louw, representante da empresa namibiana African Sellection Trust, disse à agência noticiosa angolana Angop que aqueles produtos serão mais tarde exportados para a China, Japão, Vietname, Tailândia e Coreias do Norte e do Sul, onde estão os principais mercados.

Alguns empresários angolanos das províncias de Luanda, Bié e da Huíla manifestaram, igualmente, interesse em comprar o produto fabricado na Baía Farta, principalmente a farinha de peixe que serve para a produção de ração animal e fertilizantes para a agricultura, cujo valor está avaliado em 1250 dólares a tonelada.

A fábrica, inaugurada segunda-feira, tem capacidade de produção de uma tonelada de farinha de peixe e 500 litros de óleo por hora e esteve em funcionamento experimental desde Julho, um investimento de mais de 5 milhões de dólares da empresa Pesca Fresca, associada com investidores da Namíbia e da África do Sul.

O município da Baía Farta é o segundo maior parque pesqueiro em Angola, a seguir do de Tombwa (Namibe) e o primeiro na produção de sal. (macauhub, )

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Província de Benguela, Angola, dispõe de uma fábrica de farinha de peixe

Baía Farta, Angola, 1 Set – Uma fábrica de farinha de peixe, com capacidade de produção de uma tonelada por hora, está a funcionar em regime experimental, no município da Baía Farta, província de Benguela, informou a agência noticiosa angolana Angop.

A fábrica é um empreendimento da empresa Pesca Fresca, que nele investiu mais de cinco milhões de dólares, sendo que a inauguração oficial está prevista para este mês de Setembro.

O responsável para a área de Administração e Recursos Humanos da Pesca Fresca, Francisco Gabriel, informou que a unidade fabril foi construída em dez meses e é uma parceria entre empresários angolanos, com 51 por cento das acções e congéneres namibianos e sul-africanos, que detêm os restantes 49 por cento.

Gabriel disse ainda que para além da produção de farinha de peixe que serve para ração animal e agricultura, a fábrica vai produzir óleo de peixe, destinado à indústria farmacêutica, cujos potenciais clientes são a China e o Japão.

Assegurou que a fase experimental, que se iniciou na semana passada termina este mês, altura em que a fábrica de farinha de peixe será oficialmente inaugurada. (macauhub, 01/09/2010)

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Primeiro-ministro da Islândia diz à nação para ir à pesca

O primeiro-ministro islandês, Geir Haarde, aconselhou hoje os seus cidadãos sobre aquilo que devem fazer após a implosão do sistema bancário do país: irem pescar.
Razão parece ter James Kunstler, o famoso autor de "O Fim do Petróleo", quando diz que com a escassez cada vez maior de crude, o mundo vai acabar por se voltar de novo para a agricultura tradicional.

Na Islândia, não é o fim do petróleo, mas sim da banca, que está a fazer o país acordar de novo para os recursos piscatórios.

Com efeito, o primeiro-ministro islandês, Geir Haarde, aconselhou hoje os seus cidadãos sobre aquilo que devem fazer após a implosão do sistema bancário do país: irem pescar.

“Somos um país demasiado pequeno para sustentar um sistema bancário de tão grande dimensão”, afirmou Haarde numa entrevista, citado pela Bloomberg. “Temos fantásticos recursos e uma abundância de energia verde e agora iremos utilizar tudo isso e os restantes recursos de que dispomos – o mar e o capital humano”, salientou.

Na última década, os bancos da Islândia apoiaram a “festa das compras”, através da qual os investidores daquele país compraram posições em retalhistas como a Saks Fifth Avenue ou em joalheiras como a Mappin & Webb, entre muitas outras grandes empresas. Essa aventura no estrangeiro chegou ao fim esta semana, com a nacionalização dos três maiores bancos da Islândia, salienta a Bloomberg.

Agora, os islandeses começam a querer apostar nos recursos naturais do Atlântico – pesca e energia geotérmica – como forma de ajudar o país a sobreviver. “Podemos viver daquilo que a terra nos dá, porque não somos muitos, e temos aquecimento, água potável e peixe”, comentou à Bloomberg uma cidadã de Reiquejavique, Kristinn Johansson. “Ficaremos bem. Podemos comer aquilo que pescarmos”, acrescentou.
 
(10 Outubro 2008, 17:04 por Carla Pedro | cpedro@negocios.pt)
 

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Brasil: Angola é o 3º maior mercado de empresa produtora de conservas de peixe

São Paulo, Brasil, 28 Abr – Angola tornou-se o terceiro maior consumidor de conservas de peixe da Gomes da Costa, líder do sector na América Latina, perdendo apenas para a Argentina e o Chile, disse à macauhub em São Paulo o gerente de exportação da empresa brasileira.

“Tudo começou com uma caixa de amostras em 2005. Em 2006 exportamos 500 toneladas, no ano passado mil e a previsão para 2008 e 2009 é de 1600 e duas mil toneladas, respectivamente”, afirmou Dario Chemerinski.

A empresa tem uma produção anual de seis milhões de caixas, o que corresponde a 34 mil toneladas de conservas de atum e sardinha, sendo 15 por cento desse total destinado ao mercado externo.

“Hoje, Angola representa 20 por cento dos lucros do mercado externo. É um mercado fundamental para o crescimento dos negócios internacionais em volume, imagem e perspectivas de longo prazo”, referiu Chemerinski.

De acordo com o gerente, Angola tornou-se um comprador em potencial por diversos motivos, mas, sobretudo, “porque é um país estável e o que mais cresce na África. Não tem mais guerras civis e, portanto, há um horizonte político mais claro”.

O que também facilita, segundo ele, é o facto de a empresa ter encontrado um “parceiro angolano sólido (Atlas Group) que trabalha há muitos anos com outras companhias brasileiras como Marilan, Sucos Mais e Bertin. Além disso, Angola é um forte importador de alimentos do Brasil. Outra vantagem concreta é o tempo de trânsito entre o porto de Itajaí e Luanda”.

Dario Chemerinski disse ainda que a empresa também exporta, na África, para Moçambique e procura parceiros em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. “E iniciaremos exportações para Portugal em 2009”.

A Gomes da Costa foi criada pelo português Rubem Gomes da Costa em 1954, com uma fábrica de pescado na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Em 1998, esta unidade industrial foi transferida para Itajaí, Santa Catarina. (macauhub, 2008)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Grupo chinês monta fábrica em Namibe, Angola

Namibe, Angola, 04 Set – Uma fábrica de transformação e conservação de produtos do mar e de carnes de uma empresa do grupo chinês Yanming entra em produção nos próximos dias na cidade de Namibe, noticiou o Jornal de Angola.

Em regime experimental desde 15 de Agosto, a fábrica, localizada nas instalações da extinta Sociedade dos Armadores de Pesca de Angola, representou um investimento de 15 milhões de dólares.

O Jornal de Angola adianta que a fábrica da Yanming Angola dispõe de uma “linha de produção de primeira classe, com equipamentos modernos e automáticos”.

A empresa dispõe actualmente de 70 trabalhadores, 25 dos quais chineses, tendo Liu Yu Qiang, um dos técnicos da fábrica, afirmado que pelo menos dez serão repatriados após formação da mão-de-obra angolana. (macauhub, 04/09/2007)